Bernardo Krivochein (Rio)
Mescla ritmos e estéticas, criando um quadro do renascimento não apenas de uma pessoa, como de toda uma vizinhança. Dá vontade de ligar para Zach Braff logo após o final da sessão e ficar conversando horas a fio.
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Não demora nada para que o espectador fique enternecido com “Hora de voltar”. Ao que o filme acaba, a sensação é de, como numa das cenas-chave, querer gritar para todos ouvirem as belezas do filme de Zach Braff. As pessoas talvez demorem um tempo para descobrir “Hora de voltar”, mas com certeza o farão, espalharão suas maravilhas para os amigos e os amigos de seus amigos. E se você ainda não é membro da Igreja de Peter Sarsgaard, “Hora de voltar” será o seu chamado.
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…Zach Braff revela um espírito visionário, assinando um debut cinematográfico autoral (ele atua, escreve e dirige o filme) impressionante de tão seguro e coeso, caloroso, cativante e original. Sem ceder às tentações indie, Braff equilibra comédia inteligente e drama intimista (quando não mistura os dois: alguns momentos tocantes são hilários ao mesmo tempo) com personagens encantadores – e absolutamente normais – para fazer de “Hora de voltar” uma crônica social, um filme definidor de uma geração, assim como “A última sessão de cinema” ou até mesmo “Clube da luta”

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